sábado, 24 de fevereiro de 2018

AUTISMO não espere, aja logo! #dicadelitura

Dica de Leitura:
#ficaadica 

O livro de AUTISMO da M.Books mostra a importância da descoberta dos sinais, o diagnóstico e o início do tratamento 
médico, de imediato.

Como diz o Dr. José Salomão Schwartzman:
"O momento em que o médico necessita informar aos pais que seu filho tem um Transtorno do Espectro do Autismo ou mesmo uma suspeita nesse sentido é extremamente delicado para todos os envolvidos. Pais reagem de forma diversa frente a esta situação. Alguns continuam sua busca por outras opiniões esperando ouvir, de alguém, que o diagnóstico está equivocado ou que, ao contrário do que lhes disseram, o autismo tem, sim, cura"

Iniciar um tratamento é muito importante. 
E foi isto que fez o casal Paiva.

Este livro além de ser um depoimento sincero e emocional, é um guia para tomada de posição e decisão de pais de autistas.

Paiva Junior abre seu coração e divide com os leitores a história de seu querido filho Giovani. Através de toda uma narrativa, procura mostrar a outros Pais um caminho, um direcionamento para uma relação feliz.



sábado, 17 de fevereiro de 2018

É PRECISO FALAR SOBRE O TRANSTORNO OPOSITIVO-DESAFIADOR NA INFÂNCIA!

Situações como birra, mau humor, desobediência são comportamentos comuns em crianças de várias idades, mas há situações em que a desobediência ganha um patamar de severidade. A criança passa a apresentar dificuldades e autocontrolar-se, forte temperamento e dificuldade no controle das emoções, demonstrando-se além de teimosa, muito resistente a qualquer tipo de ordem. Ou seja, parece testar continuamente os limites colocados pelos pais ou cuidadores a todo o momento. Esses são sintomas que podem estar associados ao Transtorno Opositivo-Desafiador (TOD).
            As características mais recorrentes estão associadas a perda frequente de paciência, discussões com adultos, recusa em obedecer regras, estado de perturbação e severa implicância com as pessoas, com tendência a responsabiliza-las pelos erros e comportamento inadequado. O estado de aborrecimento apresentado por crianças que são portadoras do TOD são extremos: como raiva, agressividade, irritabilidade, ressentimento, rancor e ideias de vinganças.
Dados estatísticos revelam que 2% a 16% das crianças em idade escolar apresentam o TDO. O transtorno ainda é duas vezes mais frequente entre meninos, e os sintomas iniciais ocorrem entre os seis e oito anos de idade. A gravidade dos sintomas podem ser de leve, moderado à severo.
Há evidências de influências hormonais, genéticas e neurofuncionais. No entanto, a dinâmica familiar pode reforçar um padrão de comportamento inadequado, ou seja, há influencia de fatores genéticos e ambientais.
Na hora de procurar ajuda, o psiquiatra, o neuropediatra ou o neuropsicólogo especializados em tratamento infanto-juvenil podem ajudar no diagnóstico clínico. Contudo, cabe destacar que é comum o TDO ser confundido com o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH).
Com o diagnóstico e tratamento adequado o prognóstico é de a criança deixará de apresentar os sintomas nos anos seguintes, desde que haja acompanhamento psicoterapêutico. Crianças que não possuem este tipo de acompanhamento, tendem a demosntrar evolução dos sintomas, podendo evoluir para o Transtorno de Conduta. Quando o TOD não é tratado, estumos apontam que 75% dos casos podem evoluir para o Transtorno de Conduta.
A participação dos pais é de extrema importância no tratamento da criança com TDO.
Também é importante ser um modelo pacífico e positivo para a criança, evitando agressividade e violência. A família é um grande modelo de aprendizagem para a criança.
Sempre que possível, fortaleça a autoestima de seu filho, evitando dizer coisas como: “você não faz nada certo” ou “você é o pior da escola”. Vale também estimular a prática de esportes, que ensina conceitos básicos de respeito, ética, moral, hierarquia, companheirismo, organização, liderança, cooperação, competição, regras, limites, além do desenvolvimento de habilidades motoras e sociais. Por fim, mantenha um canal de comunicação aberto com a escola para monitorar comportamento do estudante quando ele estiver fora de casa.

DICA DE LEITURA:

“O Reizinho da Casa — Manual para Pais de Crianças Opositivas, Desafiadoras e Desobedientes”


Família e Escola: rede de apoio e aprendizado


Por Rosanita Moschini Vargas

Compreender a Família e a Escola como rede de apoio ao aprendizado das crianças é fator primordial a estas duas instituições, uma vez que, seus princípios e critérios norteiam a relação de objetivos e desejos que buscam atingir, frente as demandas que as sustentam.

Para isso, faz-se necessário que cada uma faça a sua parte, para que ambas atinjam os objetivos que as circundam. Como por exemplo, favorecer que as crianças e jovens possam alcançar o sucesso em sua trajetória escolar, repleto de aprendizados, vivências e experiências. O caminho para isso se faz a partir da parceria entre escola e família, a fim de que suas metas e objetivos sejam simultâneos. Construindo uma relação que tem como base a colaboração e o compartilhamento, agindo em parceria, estabelecendo vínculo de confiança entre as duas instituições.

Dessa forma, ao buscar uma escola, os pais precisam estar atentos aos princípios, valores, missão da instituição, além da proposta pedagógica e demais serviços que a mesma dispõe. Isso porque, quanto maior a confiança na forma como a escola procede, maior a segurança dos pais em relação a escola e, melhor será o desempenho do(a) filho(a).

Outro fator determinante é o quanto os pais se engajam e participam da vida dos filhos e no cotidiano escolar. Há pesquisas científicas que afirmam que, quanto maior o engajamento dos pais na vida escolar dos filhos, melhor o desempenho acadêmico. Isso quer dizer que, quanto maior o envolvimento, melhor se torna a relação da criança com a escola, maior será sua dedicação e esforço.

Essa parceria, não só propicia o melhor desempenho das crianças e adolescentes, como favorece impactos positivos em relação a escola. Reuniões, apresentações de trabalhos abertas às famílias, confraternizações e eventos colaborativos, voluntariado e ações resultantes de união de forças e cooperação entre família e escola, transformam o espaço escolar de maneira dinâmica e construtiva.

A parceria entre Família e Escola exige orientação por parte da escola em relação aos pais. Não basta queixar-se dos alunos em relação as dificuldades e comportamentos, ou apenas encaminhá-los à especialistas. A escola necessita orientar as famílias em como proceder frente as demandas dos(as) filhos(as), como intervir, como fazer para ajudar, para solucionar o problema. Além disso, os direitos e deveres da escola e da família precisam estar claramente definidos. Não cabe a escola fazer o que é de responsabilidade da família ou vice-versa, cada qual tem suas funções, que se complementam.


           Numa escola onde a colaboração e o compartilhamento fundamentam as relações, a parceria é realidade. Pois, pais e professores, bem como equipe diretiva, fundamentam suas ações no companheirismo perante a caminhada que é a trajetória escolar das crianças e jovens.